quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Eu não uso sacolinhas de plástico!

Caros amigos, todos aqueles que freqüentam este blog, assim como as pessoas que me conhecem, sabem que eu não sou adepto do ambientalismo e do ecologismo justamente por divergências de opinião em certos assuntos, o que não quer dizer que eu não me preocupo com a sustentabilidade do planeta.

É fato que os recursos naturais estão sendo esgotados, assim como estamos poluindo cada vez mais, o que não podemos fazer, e esta é a minha maior preocupação, é tirar a responsabilidade da indústria e do governo e assumirmos exclusivamente a culpa.

Visto que não existe uma preocupação imediata com o consumo dos recursos por parte da indústria, além dos acordos do tipo "eu pago e você finge que não sabe de nada" que são realizados entre os mesmos e o governo, é necessário combater este setor da forma que podemos: diminuindo o consumo.

Depois dos benefícios conquistados pela Revolução da Informação, houve um buraco negro deixado pela mesma que, ao invés de pularmos por cima dele, pulamos diretamente para dentro: o excesso. Daí nasceu a Sociedade do Consumo, também conhecido como hiper-consumismo. Do hiper-consumismo chegamos ao hiper-realismo - conhecido outras vezes como multi-universo, onde quem rege é o mundo das aparências e da sedução - onde nada parece impossível, e onde somos iludidos pela sensação de que somos ilimitados.

E então é criada uma outra realidade como máscara daquilo que é o verdadeiro real que diz: não se preocupe, os nossos atos não têm relevância sobre fatores externos. Perceba que é assim que age a sua consciência quase sempre, principalmente quando você tem ciência de que cometeu uma infração e tem que justificar a si mesmo que o seu delito não irá acrescentar e nem dimunuir o mal no mundo.

Por acaso você tem ciência de quais são os produtos que você consome no dia-a-dia que são fontes renováveis ou não-renováveis? Nem sempre, mas alguns são fáceis de identificar, por exemplo, derivados do petróleo são fontes não-renováveis, ou seja, você consome e não devolve para a natureza. Consumir este tipo de produto é contribuir para a insustentabilidade do planeta. Por isto mesmo, prefira a utilização do alcool ao invés da gasolina. Também seja solidário à carona: menos emissão de poluentes na atmosfera. E também não use sacolinhas de plástico ao fazer as suas compras.

Como assim não utilize as "inofensivas" sacolinhas de plásticos?

Cerca de 18% do lixo de São Paulo é representado pelo plástico. O plástico é produzido a partir de fontes não-renováveis de energia, como o petróleo, e leva cerca de 200 anos para se biodegradar. Isto mesmo, caro amigo, aquela sacolinha do Wal-Mart só irá se decompar na 3º geração após você gravar o seu nome na lápide.

E também não vale a pena se iludir com as sacolinhas oxi-biodegradáveis, conhecidas como "ecologicamente corretas", justamente por que em têse se biodegradam entre 12 e 24 meses, porém na prática a matéria-prima continua sendo o petróleo e para ocorrer a biodegração são necessárias certas condições climáticas, se não é impossível que o agente responsável por acelerar este processo reaja.

Sendo assim, o que fazer?

carregue suas compras em bolsas ou mochilas;
leve a famosa sacola-de-feira para o supermercado;

Esta cultura da sacolinha de plástico é a prova definitiva do hiper-consumismo, visto que a prática de chegar ao mercado sem sacolas e voltar com dezenas dela é simplesmente desnecessária.

Segue alguns dados assustadores:
o Brasil produz anualmente cerca de 250 mil toneladas de filme plástico (material de que são feitas as sacolinhas plásticas);
estima-se que o mundo utilize 1 milhão de sacolas plásticas por minuto;
no mundo, são consumidas mais de 500 bilhões sacolinhas plásticas por ano;
uma barraca de feira chega a utilizar mil saquinhos plásticos por dia;

Supermercados como o "Pão de Açucar" comercializam sacolas de pano ou de materiais mais resistentes, como o nylon, porém a procura é quase inexistente. Por isto se conscientize, tome vergonha e adquira já uma sacola destas! Provavelmente seus avós devam ter em casa, visto que são pessoas mais educadas do que nós. Depois disto, propague a mensagem e alerte os seus conhecidos para as consequências da utilização da inofensiva sacolinha de plástico.

Referência: http://ambiente.hsw.uol.com.br/sacola-plastico.htm

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