Caros amigos, todos aqueles que freqüentam este blog, assim como as pessoas que me conhecem, sabem que eu não sou adepto do ambientalismo e do ecologismo justamente por divergências de opinião em certos assuntos, o que não quer dizer que eu não me preocupo com a sustentabilidade do planeta.
É fato que os recursos naturais estão sendo esgotados, assim como estamos poluindo cada vez mais, o que não podemos fazer, e esta é a minha maior preocupação, é tirar a responsabilidade da indústria e do governo e assumirmos exclusivamente a culpa.
Visto que não existe uma preocupação imediata com o consumo dos recursos por parte da indústria, além dos acordos do tipo "eu pago e você finge que não sabe de nada" que são realizados entre os mesmos e o governo, é necessário combater este setor da forma que podemos: diminuindo o consumo.
Depois dos benefícios conquistados pela Revolução da Informação, houve um buraco negro deixado pela mesma que, ao invés de pularmos por cima dele, pulamos diretamente para dentro: o excesso. Daí nasceu a Sociedade do Consumo, também conhecido como hiper-consumismo. Do hiper-consumismo chegamos ao hiper-realismo - conhecido outras vezes como multi-universo, onde quem rege é o mundo das aparências e da sedução - onde nada parece impossível, e onde somos iludidos pela sensação de que somos ilimitados.
E então é criada uma outra realidade como máscara daquilo que é o verdadeiro real que diz: não se preocupe, os nossos atos não têm relevância sobre fatores externos. Perceba que é assim que age a sua consciência quase sempre, principalmente quando você tem ciência de que cometeu uma infração e tem que justificar a si mesmo que o seu delito não irá acrescentar e nem dimunuir o mal no mundo.
Por acaso você tem ciência de quais são os produtos que você consome no dia-a-dia que são fontes renováveis ou não-renováveis? Nem sempre, mas alguns são fáceis de identificar, por exemplo, derivados do petróleo são fontes não-renováveis, ou seja, você consome e não devolve para a natureza. Consumir este tipo de produto é contribuir para a insustentabilidade do planeta. Por isto mesmo, prefira a utilização do alcool ao invés da gasolina. Também seja solidário à carona: menos emissão de poluentes na atmosfera. E também não use sacolinhas de plástico ao fazer as suas compras.
Como assim não utilize as "inofensivas" sacolinhas de plásticos?
Cerca de 18% do lixo de São Paulo é representado pelo plástico. O plástico é produzido a partir de fontes não-renováveis de energia, como o petróleo, e leva cerca de 200 anos para se biodegradar. Isto mesmo, caro amigo, aquela sacolinha do Wal-Mart só irá se decompar na 3º geração após você gravar o seu nome na lápide.
E também não vale a pena se iludir com as sacolinhas oxi-biodegradáveis, conhecidas como "ecologicamente corretas", justamente por que em têse se biodegradam entre 12 e 24 meses, porém na prática a matéria-prima continua sendo o petróleo e para ocorrer a biodegração são necessárias certas condições climáticas, se não é impossível que o agente responsável por acelerar este processo reaja.
Sendo assim, o que fazer?
carregue suas compras em bolsas ou mochilas;
leve a famosa sacola-de-feira para o supermercado;
Esta cultura da sacolinha de plástico é a prova definitiva do hiper-consumismo, visto que a prática de chegar ao mercado sem sacolas e voltar com dezenas dela é simplesmente desnecessária.
Segue alguns dados assustadores:
o Brasil produz anualmente cerca de 250 mil toneladas de filme plástico (material de que são feitas as sacolinhas plásticas);
estima-se que o mundo utilize 1 milhão de sacolas plásticas por minuto;
no mundo, são consumidas mais de 500 bilhões sacolinhas plásticas por ano;
uma barraca de feira chega a utilizar mil saquinhos plásticos por dia;
Supermercados como o "Pão de Açucar" comercializam sacolas de pano ou de materiais mais resistentes, como o nylon, porém a procura é quase inexistente. Por isto se conscientize, tome vergonha e adquira já uma sacola destas! Provavelmente seus avós devam ter em casa, visto que são pessoas mais educadas do que nós. Depois disto, propague a mensagem e alerte os seus conhecidos para as consequências da utilização da inofensiva sacolinha de plástico.
Referência: http://ambiente.hsw.uol.com.br/sacola-plastico.htm
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