Afinal de contas, o que é simular? Segundo paravras de Baudrillard "Simular é fingir ter o que não se tem". No contexto de sua filosofia, não é tão simples definir o termo "simular", tanto é que Baudrillard vai se valer de exemplos para elucidar o que ele quis dizer com isto.
Pois "simular" não é simplesmente "fingir" ter o que não se tem, pois você pode fingir qualquer coisa, como por exemplo, fingir que está doente e faltar ao trabalho. No caso da simulação, você não finge: você simplesmente passa a sentir os sintomas de uma doença real, ou seja, temos aí a doença simulada.
O grande problema na simulação é como saber o que é verdadeiro e o que é falso? Visto que os simuladores podem produzir sintomas "verdadeiros", como a medicina - que só trata de doenças "reais" - poderá distinguir se aquilo que o seu paciente diz sentir é real ou imaginário? Enfim, ela não sabe! Neste contexto, a medicina perde totalmente o seu sentido.
É baseado na afirmação acima que a psicossomática irá investigar o que passa com estas pessoas. Recentemente, numa palestra, eu ouvi um médico afirmar que mais de 90% das doenças têm origem psicossomática, ou seja, são simuladas pela mente de seu criador (simulador).
Outro exemplo citado por Baudrillard é do alistamento no exército. Teóricamente os simuladores deveriam ser punidos, mas como saber se um reservista, para escapar de suas obrigações militares, é homossexual ou apenas simula ser homossexual? Afinal, ele "tem" as mesmas características de um homossexual "verdadeiro". Pela impossibilidade de saber, ela acaba dispensado.
Na religião, um bom exemplo de simulacro de divindade são os ícones, que representam simbolicamente deuses e outras crenças. O que estes ícones podem representar para a religião monoteísta? Na própria bíblia, há um trecho que Deus proíbe as imagens nos templos sagrados, isto porque os ícones sustentam o seu próprio poder de vislumbre, substituindo a possibilidade de se conhecer um Deus puro.
Ou seja, estes ícones tem a propriedade de afirmar que Deus nunca existiu, pois seu poder de fascínio é tão grande que o que existe é o ícone e a simulação de sua própria divindade. Neste caso, o ícone prova que Deus é um simulacro de si mesmo. A proibição da religião cristã de não manter estes ícones em templos é justamente por saber que estes não apenas fingem ou disfarçam religiosidade, mas são simuladores perfeitos de divindade, e por isto mesmo são objetos de adoração!
Perceba que quem deu força e poder a estes ícones foram as pessoas que sempre foram contra ao seu uso, pois enquanto eles eram combatidos e mal vistos ele foi adquirindo um potencial de simulador. Pois qual é era a força de um ícone enquanto ninguém citava nada a respeito dele? Pois as pessoas que se contetavam com o ícone estavam simplesmente satisfeitas em se encontrar com o seu deus num pequeno objeto e não estavam fazendo nada demais, ainda que estes deus já estivessem mortos e a transcedência já não servia para nada. Ou seja, para que cultuar estes tipos de deuses, representados por ícones?
Vemos que as imagens têm a propriedade de aniquilar o real e gerar o seu próprio real. Para a religião monoteísta, os signos podem nos remeter a um sentido - o que representa a troca de um signo por um significado - porém o próprio Deus pode ser simulado, visto que para conhece-lo, devemos reduzi-lo aos próprios signos que o provam. Wittgenstein já havia levantado esta questão antes, ao dizer que jamais deveríamos falar das coisas que não conhecemos, pois teríamos que reduzi-las à meros objetos e palavras, e que esta combinação de palavras jamais poderia provar a existência do que não conhecemos, visto que as coisas que estão no absoluto não podem ser relativadas. Assim sendo, tudo isto faz parte de um grande simulacro, pois jamais poderemos saber o que é real. O que ocorre é a substituição de um simulacro por outro simulacro num processo infinito que faz com que percamos todo o referêncial.
Na simulação, o papel do signo não é valorizar ou dar um significado, mas de reverter e aniquilar toda a referência. Toda a representação é um simulacro.
Para finalizar, Baudrillard irá apresentar as sucessivas fases da imagem:
Representar um segredo, uma ideologia uma teologia da verdade:
1) Reflexo de uma realidade profunda. Ou seja, uma boa aparência. Do domínio do sacramento.
2) Deformação de uma realidade profunda. Nesta caso temos uma má aparência. Do domínio do malefício.
Inicia a fase dos simulacros e simulações:
3) Disfarce da ausência de uma realidade profunda. Finge ser uma aparência. Do domínio do sortilégio.
4) Não tem relação com qualquer realidade. É o seu próprio simulacro puro. Do domínio da simulação.
Quando chega no estágio final, temos a passagem de signos que dissimulam alguma coisa para signos que dissimulam que não há nada. E aí surgirá uma série de problemas visto que Deus já não está lá para reconhecer os seus, e aí quem dá sentido para as coisas é a nostalgia. Daí temos a sobrevalorização dos mitos de origem e da verdade, que inicia a fabricação desenfreada de realidades e de referenciais. Isto desencadeia a fase máxima da simulação, que é o hiper-real, ou seja, diversas realidades coexistem como uma macro estratégia de dissuação do real.
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sábado, 5 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Baudrillard: O Sistema de Valor do Objeto
Em seus primeiros livros, como O Sistema dos Objetos e A Sociedade do Consumo, Baudrillard foca, principalmente, no consumismo e como diferentes objetos são consumidos de diferentes maneiras. Naquele período, a visão política de Baudrillard já estava perdendo a associação com o Marxismo (e o situacionismo), mas nestes livros ele difere de Marx de maneira significativa. Para Baudrillard, era o consumismo, mais do que a produção, que guiava a sociedade capitalista.
Baudrillard chegou a esta conclusão ao criticar o conceito de valor de uso de Marx. Baudrillard pensava que tanto Marx como Adam Smith - grandes pensadores da economia - argumentavam, simplesmente, sobre a idéia de necessidades básicas relacionadas com o uso essencial. Ele argumenta, a partir de Georges Bataille, que as necessidades são criadas, ao invés de serem inatas. Marx acreditava que por trás do uso básico se encontrava o fetiche de "commodities" capitalista, porém Baudrillard pensava que tudo aquilo que é comprado, justamente porque sempre significam alguma coisa na sociedade, tem seus próprios fetiches. Conforme ele escreve, influenciado por Roland Barthes, objetos sempre dizem alguma coisa sobre os seus compradores. Para ele o consumismo é mais importante do que a produção porque o gênesis ideológico das necessidades precede a produção de bens que satisfaçam estas necessidades.
Ele escreve que há quatro maneiras de um objeto obter valor:
1) Valor funcional de um objeto; o seu propósito instrumental. Uma caneta, por exemplo, escreve, e um refrigerador gela. O conceito de "valor de uso" de Marx é muito similar a este tipo de valor.
2) Valor de troca de um objeto; o seu valor econômico. Uma caneta pode valer três lápis, e um refrigerador pode valer o salário ganho em três meses de trabalho.
3) Valor simbólico de um objeto; um valor que o sujeito atribui para um objeto na relação com outro sujeito. Uma caneta pode simbolizar um presente de graduação da escola, ou um anel de diamantes pode simbolizar uma declaração pública de amor num pedido de casamento.
4) O valor de signo de um objeto; o seu valor dentro de um sistema de objetos. Uma caneta pode, mesmo que não tenha nenhum benefício funcional, significar prestígio em relação à outra caneta. Um anel de diamantes pode não ter função como um todo, mas pode demonstrar valores sociais, como status e classe social.
Os primeiros livros de Baudrillard se preocupavam em argumentar que as duas primeiras maneiras de obter valor não estavam simplesmente associadas, mas de certo estavam corrompidas pela terceira e, particularmente, pela quarta maneira. Posteriormente Baudrillard rejeita totalmente o marxismo. Porém o foco na diferença entre valor de signo e valor simbólico estava presentes em sua obra até a sua morte. Com efeito, ambos os conceitos foram ganhando mais importância, principalmente em seus escritos a respeitos dos acontecimentos no mundo.
Baudrillard chegou a esta conclusão ao criticar o conceito de valor de uso de Marx. Baudrillard pensava que tanto Marx como Adam Smith - grandes pensadores da economia - argumentavam, simplesmente, sobre a idéia de necessidades básicas relacionadas com o uso essencial. Ele argumenta, a partir de Georges Bataille, que as necessidades são criadas, ao invés de serem inatas. Marx acreditava que por trás do uso básico se encontrava o fetiche de "commodities" capitalista, porém Baudrillard pensava que tudo aquilo que é comprado, justamente porque sempre significam alguma coisa na sociedade, tem seus próprios fetiches. Conforme ele escreve, influenciado por Roland Barthes, objetos sempre dizem alguma coisa sobre os seus compradores. Para ele o consumismo é mais importante do que a produção porque o gênesis ideológico das necessidades precede a produção de bens que satisfaçam estas necessidades.
Ele escreve que há quatro maneiras de um objeto obter valor:
1) Valor funcional de um objeto; o seu propósito instrumental. Uma caneta, por exemplo, escreve, e um refrigerador gela. O conceito de "valor de uso" de Marx é muito similar a este tipo de valor.
2) Valor de troca de um objeto; o seu valor econômico. Uma caneta pode valer três lápis, e um refrigerador pode valer o salário ganho em três meses de trabalho.
3) Valor simbólico de um objeto; um valor que o sujeito atribui para um objeto na relação com outro sujeito. Uma caneta pode simbolizar um presente de graduação da escola, ou um anel de diamantes pode simbolizar uma declaração pública de amor num pedido de casamento.
4) O valor de signo de um objeto; o seu valor dentro de um sistema de objetos. Uma caneta pode, mesmo que não tenha nenhum benefício funcional, significar prestígio em relação à outra caneta. Um anel de diamantes pode não ter função como um todo, mas pode demonstrar valores sociais, como status e classe social.
Os primeiros livros de Baudrillard se preocupavam em argumentar que as duas primeiras maneiras de obter valor não estavam simplesmente associadas, mas de certo estavam corrompidas pela terceira e, particularmente, pela quarta maneira. Posteriormente Baudrillard rejeita totalmente o marxismo. Porém o foco na diferença entre valor de signo e valor simbólico estava presentes em sua obra até a sua morte. Com efeito, ambos os conceitos foram ganhando mais importância, principalmente em seus escritos a respeitos dos acontecimentos no mundo.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Baudrillard: A Precessão dos Simulacros
Depois de introduzir diversos conceitos, além de traduzir algumas partes do wikipedia relevantes ao nosso estudo, vamos iniciar a leitura da obra Simulacres et Simulation ("Simulacros e Simulações"), publicado originalmente em 1981. Este é o projeto mais conhecido de Baudrillard e que lhe projetou como uma das grandes celebridades intelectuais de nosso tempo.
A edição que tenho em mãos foi publicada pela editora Relógio D'Água e foi traduzida por Maria João da Costa Pereira. A edição é de Portugal e, ao menos por enquanto, não há previsão de ser lançada no Brasil, portanto é necessário importar o livro (facilmente encontrado em livrarias como a Cultura).
O início da leitura se dá com o capítulo A Precessão dos Simulacros que irá abordar os seguintes tópicos:
- A Irreferência Divina das Imagens;
- Ramsés ou A Ressurreição Cor-De-Rosa;
- Hiper-real e Imaginário;
- O Encantamento Político;
- A Negatividade em Espiral - Moebius;
- A Estratégia do Real;
- O Fim do Panóptico;
- O Orbital e O Nuclear;
Baudrillard introduz este capítulo com uma fábula de Borges, que conta que uma vez os cartógrafos do Império desenham um mapa, que de tão detalhado acaba por cobrir toda a extensão do território, sendo que ele mesmo não pode mais ser reconhecido. Porém com a queda do Império, o mapa se fragmenta de tal modo que restam apenas alguns vestígios, que podem ser encontrados nos desertos.
Esta fábula, da forma que está, pode ser discretamente inserida como um simulacro de segunda categoria¹. Veja que, neste caso, é possível abstrair o conceito de "território" a partir do conceito de "mapa". Ou seja, o território precede, necessariamente, o mapa, sendo impossível que o mapa exista sem ele. De certo, há um relacionamento entre os dois, porém é possível distinguirmos um do outro, de tal maneira que sabemos o que é um e o que é outro. Se formos abstrair ainda mais, podemos chegar ao solo, que é a substância do território.
Porém, em nosso tempo a coisa acontece de maneira diferente. Há uma inversão dos papéis. Se antes o território precedia o mapa, hoje é o mapa que precede o território. Isto porque a simulação perdeu a sua referência - ela não simula alguma coisa a partir de outra. A simulação agora acontece em modelos de geração de um real sem origem, e visto que este real simulado não tem origem, não há exatamente uma realidade, o que há é o que Baudrillard chama de hiper-real - ou seja, não é que a coisa seja falsa, mas é o que o real nunca mais poderá ser produzido novamente.
Observe que aquilo que precede o mapa não é mais o território, mas sim o simulacro. É o simulacro que "cria" o território que satisfaça ao mapa, cubrindo, aos poucos, os ultimos fragmentos do real. Os vestigíos do real ainda subsistem no deserto, que não é mais o deserto do Império, mas o nosso deserto. O deserto do próprio real².
Desta forma a fábula não pode ser mais utilizada. Perceba que os simuladores coincidem o real com os seus modelos de simulação de tal maneira que não conseguimos mais perceber as diferenças. A diferença, que antes permitia a abstração das coisas, já não existe. É o fim da coexistência imaginária. Segundo Baudrillard, a simulação é indivisível, ou seja, não coexistência simulada. O real é produzido a partir de memórias, matrizes e de modelos de comando. A partir daí, pode ser reproduzido infinitamente.
Estes modelos combinatórios são o próprio hiper-real. Todos os seres referenciais são exterminados, não há real, nem uma única verdade, além da volta do sistema de signos, são características do início da era da simulação.
Os signos, que podem ser medidos e calculados, inseridos em sistemas binários e modelos de álgebras, são utilizados em modelos combinatórios para substituir e dissuadir o seu sentido real pelo seu duplo equivalente, ,ou seja, aquilo o signo também poderia representar, além do próprio real. Enfim, há uma substituição do significado real do signo para um outro significado e isto acontece de forma programática, como se fosses modelos gerados através de máquinas e computadores, onde o real de um signo vai sendo substituido pelo seu equivalente, e quando isto acontece o real é destruído para nunca mais ser recuperado.
A seguir, A Irreferência Divina das Imagens.
¹ Ver As Três Categorias de Simulacros
² BAUDRILLARD, J. Simulacros e Simulações. Ed. Relógio D'Água. 1991. Pg 8.
A edição que tenho em mãos foi publicada pela editora Relógio D'Água e foi traduzida por Maria João da Costa Pereira. A edição é de Portugal e, ao menos por enquanto, não há previsão de ser lançada no Brasil, portanto é necessário importar o livro (facilmente encontrado em livrarias como a Cultura).
O início da leitura se dá com o capítulo A Precessão dos Simulacros que irá abordar os seguintes tópicos:
- A Irreferência Divina das Imagens;
- Ramsés ou A Ressurreição Cor-De-Rosa;
- Hiper-real e Imaginário;
- O Encantamento Político;
- A Negatividade em Espiral - Moebius;
- A Estratégia do Real;
- O Fim do Panóptico;
- O Orbital e O Nuclear;
Baudrillard introduz este capítulo com uma fábula de Borges, que conta que uma vez os cartógrafos do Império desenham um mapa, que de tão detalhado acaba por cobrir toda a extensão do território, sendo que ele mesmo não pode mais ser reconhecido. Porém com a queda do Império, o mapa se fragmenta de tal modo que restam apenas alguns vestígios, que podem ser encontrados nos desertos.
Esta fábula, da forma que está, pode ser discretamente inserida como um simulacro de segunda categoria¹. Veja que, neste caso, é possível abstrair o conceito de "território" a partir do conceito de "mapa". Ou seja, o território precede, necessariamente, o mapa, sendo impossível que o mapa exista sem ele. De certo, há um relacionamento entre os dois, porém é possível distinguirmos um do outro, de tal maneira que sabemos o que é um e o que é outro. Se formos abstrair ainda mais, podemos chegar ao solo, que é a substância do território.
Porém, em nosso tempo a coisa acontece de maneira diferente. Há uma inversão dos papéis. Se antes o território precedia o mapa, hoje é o mapa que precede o território. Isto porque a simulação perdeu a sua referência - ela não simula alguma coisa a partir de outra. A simulação agora acontece em modelos de geração de um real sem origem, e visto que este real simulado não tem origem, não há exatamente uma realidade, o que há é o que Baudrillard chama de hiper-real - ou seja, não é que a coisa seja falsa, mas é o que o real nunca mais poderá ser produzido novamente.
Observe que aquilo que precede o mapa não é mais o território, mas sim o simulacro. É o simulacro que "cria" o território que satisfaça ao mapa, cubrindo, aos poucos, os ultimos fragmentos do real. Os vestigíos do real ainda subsistem no deserto, que não é mais o deserto do Império, mas o nosso deserto. O deserto do próprio real².
Desta forma a fábula não pode ser mais utilizada. Perceba que os simuladores coincidem o real com os seus modelos de simulação de tal maneira que não conseguimos mais perceber as diferenças. A diferença, que antes permitia a abstração das coisas, já não existe. É o fim da coexistência imaginária. Segundo Baudrillard, a simulação é indivisível, ou seja, não coexistência simulada. O real é produzido a partir de memórias, matrizes e de modelos de comando. A partir daí, pode ser reproduzido infinitamente.
Estes modelos combinatórios são o próprio hiper-real. Todos os seres referenciais são exterminados, não há real, nem uma única verdade, além da volta do sistema de signos, são características do início da era da simulação.
Os signos, que podem ser medidos e calculados, inseridos em sistemas binários e modelos de álgebras, são utilizados em modelos combinatórios para substituir e dissuadir o seu sentido real pelo seu duplo equivalente, ,ou seja, aquilo o signo também poderia representar, além do próprio real. Enfim, há uma substituição do significado real do signo para um outro significado e isto acontece de forma programática, como se fosses modelos gerados através de máquinas e computadores, onde o real de um signo vai sendo substituido pelo seu equivalente, e quando isto acontece o real é destruído para nunca mais ser recuperado.
A seguir, A Irreferência Divina das Imagens.
¹ Ver As Três Categorias de Simulacros
² BAUDRILLARD, J. Simulacros e Simulações. Ed. Relógio D'Água. 1991. Pg 8.
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Baudrillard: As Três Categorias de Simulacros
Baudrillard identifica três categorias de simulacros, sendo que cada uma está relacionada a um determinado período da história.
1º ordem
È associado com o pré-modernismo, onde as imagens são claramente um ponteiro (uma referência) artificial para um objeto real.
2º ordem
É associado com a revolução industrial, onde a distinção entre imagem e realidade deixa de existir devido à proliferação de itens produzidos em massa. A capacidade de imitar de um item ameaça substituir a versão original.
3º ordem
É associado com o pós-modernimo, onde o simulacro precede o original e a distinção entre realidade e representação deixa de existir. O que existe é somente o simulacro. Neste caso, o simulacro origina uma série de fenômenos:
1) Midia contemporânea, incluindo televisão, revistas e internet, que são responsáveis por ofuscar a linha entre os bens que são necessários e os bens cuja necessidade são criadas por imagens comerciais;
2) Valor de troca, a qual o valor dos bens estão acima de seu real valor de uso;
3) Multinacionais capitalistas, que produzem os bens não-essenciais (cujo necessidade é criada) através de plantas, minerais e outros recursos naturais;
4) Urbanização, que separa os homens do mundo natural;
5) Linguagem e ideologia, a qual a linguagem é utilizada mais parar obscurecer do que relevar a realidade quando utilizadas por classes dominantes e grupos politicamente poderosos.
Fonte de Pesquisa: Simulacra and Simulation, Wikipedia (Em inglês)
1º ordem
È associado com o pré-modernismo, onde as imagens são claramente um ponteiro (uma referência) artificial para um objeto real.
2º ordem
É associado com a revolução industrial, onde a distinção entre imagem e realidade deixa de existir devido à proliferação de itens produzidos em massa. A capacidade de imitar de um item ameaça substituir a versão original.
3º ordem
É associado com o pós-modernimo, onde o simulacro precede o original e a distinção entre realidade e representação deixa de existir. O que existe é somente o simulacro. Neste caso, o simulacro origina uma série de fenômenos:
1) Midia contemporânea, incluindo televisão, revistas e internet, que são responsáveis por ofuscar a linha entre os bens que são necessários e os bens cuja necessidade são criadas por imagens comerciais;
2) Valor de troca, a qual o valor dos bens estão acima de seu real valor de uso;
3) Multinacionais capitalistas, que produzem os bens não-essenciais (cujo necessidade é criada) através de plantas, minerais e outros recursos naturais;
4) Urbanização, que separa os homens do mundo natural;
5) Linguagem e ideologia, a qual a linguagem é utilizada mais parar obscurecer do que relevar a realidade quando utilizadas por classes dominantes e grupos politicamente poderosos.
Fonte de Pesquisa: Simulacra and Simulation, Wikipedia (Em inglês)
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sábado, 24 de maio de 2008
Baudrillard - Introdução à Obra
Continuação da tradução do conteúdo do verbete "Jean Baudrillard" em inglês do wikipedia.
Jean Baudrillard foi um critíco e teórico social conhecido, principalmente, por suas análises de modos de mediação e de comunicação tecnológica. Ele escreveu, embora sempre interessado na maneira em que o progresso tecnológico afeta o meio social, sobre diversos assuntos - consumismo, compreensão social da história e comentários jornalísticos sobre AIDS, clonagem, o caso Rushdie, a primeira guerra do Golfo e os ataques ao World Trade Center em Nova Iorque.
Toda sua obra emerge como parte de uma geração de pensadores franceses como Gilles Deleuze, Jean-Francois Lyotard, Michel Foucault, Jacques Derrida e Jacques Lacan, a qual todos compartilharam interesses em semiótica. Baudrillard também é visto frequentemente como parte da escola filosófica do pós-estruturalismo. Como muitos pós-estruturalistas, seus argumentos baseiam-se na noção que significação e significado somente são entendíveis nos termos de como palavras particulares ou signos se interrelacionam. Baudrillard argumenta que o significado se dá através de sistemas de signos trabalhando em conjunto. Seguindo o linguísta estruturalista Ferdinand de Saussure, Baudrillard argumenta que o significado é baseado numa ausência (então "cachorro" significa "cachorro" não porque a palavra o diz, mas porque ela não quer dizer "gato", "cabra", "árvore", etc). De fato, ele visualiza o significado próximo do seu auto-referencial: objetos, imagens de objetos, palavras e signos são situadas numa rede de significados; o significado de um objeto somente é entendível através de suas relações com outros objetos.
Deste ponto de partida, Baudrillard constrói amplas teorias sobre como a sociedade humana baseia-se neste tipo de auto-referencialidade. Suas imagens de sociedade retratam sociedades sempre procurando por um senso de significado - ou uma "total" compreensão do mundo - que permanece constantemente evasiva. Em contraste com pós-estruturalistas como Foucault, a qual acreditava que a busca pelo conhecimento sempre cria uma relação de poder e dominação, Baudrillard desenvolve teorias a qual o excessivo, a infrutífera busca pelo total conhecimento, quase sempre, inevitalvemente, levam para uma espécie de ilusão. Na visão de Baudrillard, o sujeito (homem) pode tentar entender o objeto (não-homem), mas como o objeto somente pode ser entendido de acordo com o que ele significa (e porque o processo de significação imediatamente envolve uma teia de outros signos a qual ele é distinguível) isto nunca produzirá o resultado desejado. O sujeito, no entanto, é seduzido (em latim, longe de conduzir) pelo objeto.
Ele concluira, em suas ultimas análises, que um completo entendimento das minúcias da vida humana é impossível, e quando pessoas são seduzidas para pensar de outra maneira, elas caminham para criar uma versão "simulada" da realidade, ou, utilizando um dos seus próprios termos, um estado de "hiper-realidade". Isto não quer dizer que o mundo torna-se irreal, mas, compreensivelmente, sociedades começam a associar uma realidade junto com uma imagem supostamente coerente, porém mais insegura e instável, o que torna as sociedades mais temerosas e amedrontadas. A realidade, desta maneira, acaba por falecer para nunca mais retornar.
Consequentemente, Baudrillard argumenta que no fim do século XX, o excesso de signos e de signicados na sociedade "global" tem mascarado a realidade. Neste mundo, utopias liberais ou Marxistas estão muito distantes de serem acreditadas. Nós vivemos, conforme ele diz, não em uma "vila global" (utilizando uma frase de Marshall McLuhan), mas num mundo que fica cada vez mais petrificado com o menor dos acontencimentos. Porque o mundo globalizado opera num nível constante de troca de signos , isto faz com ele fique cada vez mais cego para atos simbólicos, como, por exemplo, o terrorismo. No trabalho de Baudrillard, a área simbólica (a qual ele desenvolve uma perspectiva atrás de trabalhos antropológicos de Marcel Mauss e Georges Bataille) é vista como bastante distinta dos signos e significados. Signos podem ser trocados como commodities; simbolos, por outro lado, funcionam de forma diferente: eles são trocados, como presentes, algumas vezes violentamente, como uma forma de potlatch. Baudrillard, particularmente no final de sua obra, via a sociedade globalizada como sem este elemento simbólico, e, por isto, simbolicamente (se não militarmente) indefesa contra atos como o fatwa declarado para Rushdie ou como nos ataques terroristas do 11 de Setembro contra a América e suas bases militares.
Jean Baudrillard foi um critíco e teórico social conhecido, principalmente, por suas análises de modos de mediação e de comunicação tecnológica. Ele escreveu, embora sempre interessado na maneira em que o progresso tecnológico afeta o meio social, sobre diversos assuntos - consumismo, compreensão social da história e comentários jornalísticos sobre AIDS, clonagem, o caso Rushdie, a primeira guerra do Golfo e os ataques ao World Trade Center em Nova Iorque.
Toda sua obra emerge como parte de uma geração de pensadores franceses como Gilles Deleuze, Jean-Francois Lyotard, Michel Foucault, Jacques Derrida e Jacques Lacan, a qual todos compartilharam interesses em semiótica. Baudrillard também é visto frequentemente como parte da escola filosófica do pós-estruturalismo. Como muitos pós-estruturalistas, seus argumentos baseiam-se na noção que significação e significado somente são entendíveis nos termos de como palavras particulares ou signos se interrelacionam. Baudrillard argumenta que o significado se dá através de sistemas de signos trabalhando em conjunto. Seguindo o linguísta estruturalista Ferdinand de Saussure, Baudrillard argumenta que o significado é baseado numa ausência (então "cachorro" significa "cachorro" não porque a palavra o diz, mas porque ela não quer dizer "gato", "cabra", "árvore", etc). De fato, ele visualiza o significado próximo do seu auto-referencial: objetos, imagens de objetos, palavras e signos são situadas numa rede de significados; o significado de um objeto somente é entendível através de suas relações com outros objetos.
Deste ponto de partida, Baudrillard constrói amplas teorias sobre como a sociedade humana baseia-se neste tipo de auto-referencialidade. Suas imagens de sociedade retratam sociedades sempre procurando por um senso de significado - ou uma "total" compreensão do mundo - que permanece constantemente evasiva. Em contraste com pós-estruturalistas como Foucault, a qual acreditava que a busca pelo conhecimento sempre cria uma relação de poder e dominação, Baudrillard desenvolve teorias a qual o excessivo, a infrutífera busca pelo total conhecimento, quase sempre, inevitalvemente, levam para uma espécie de ilusão. Na visão de Baudrillard, o sujeito (homem) pode tentar entender o objeto (não-homem), mas como o objeto somente pode ser entendido de acordo com o que ele significa (e porque o processo de significação imediatamente envolve uma teia de outros signos a qual ele é distinguível) isto nunca produzirá o resultado desejado. O sujeito, no entanto, é seduzido (em latim, longe de conduzir) pelo objeto.
Ele concluira, em suas ultimas análises, que um completo entendimento das minúcias da vida humana é impossível, e quando pessoas são seduzidas para pensar de outra maneira, elas caminham para criar uma versão "simulada" da realidade, ou, utilizando um dos seus próprios termos, um estado de "hiper-realidade". Isto não quer dizer que o mundo torna-se irreal, mas, compreensivelmente, sociedades começam a associar uma realidade junto com uma imagem supostamente coerente, porém mais insegura e instável, o que torna as sociedades mais temerosas e amedrontadas. A realidade, desta maneira, acaba por falecer para nunca mais retornar.
Consequentemente, Baudrillard argumenta que no fim do século XX, o excesso de signos e de signicados na sociedade "global" tem mascarado a realidade. Neste mundo, utopias liberais ou Marxistas estão muito distantes de serem acreditadas. Nós vivemos, conforme ele diz, não em uma "vila global" (utilizando uma frase de Marshall McLuhan), mas num mundo que fica cada vez mais petrificado com o menor dos acontencimentos. Porque o mundo globalizado opera num nível constante de troca de signos , isto faz com ele fique cada vez mais cego para atos simbólicos, como, por exemplo, o terrorismo. No trabalho de Baudrillard, a área simbólica (a qual ele desenvolve uma perspectiva atrás de trabalhos antropológicos de Marcel Mauss e Georges Bataille) é vista como bastante distinta dos signos e significados. Signos podem ser trocados como commodities; simbolos, por outro lado, funcionam de forma diferente: eles são trocados, como presentes, algumas vezes violentamente, como uma forma de potlatch. Baudrillard, particularmente no final de sua obra, via a sociedade globalizada como sem este elemento simbólico, e, por isto, simbolicamente (se não militarmente) indefesa contra atos como o fatwa declarado para Rushdie ou como nos ataques terroristas do 11 de Setembro contra a América e suas bases militares.
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domingo, 18 de maio de 2008
Baudrillard - Vida
Em minha primeira contribuição para o estudo que pretendo realizar sobre este filósofo, segue a tradução da vida de Baudrillard (originalmente publicado no Wikipedia em inglês; em português o verbete ainda está fraco, mas irei traduzir todo o texto e acrescentar informações, conforme o andamento do estudo).
Para ler outros artigos de Jean Baudrillard, clique aqui ou acesse diretamente o blog criado especificamente para comentar a obra do filósofo.
Jean Baudrillard (29 de Julho de 1929 - 06 de Março de 2007) foi um teórico cultural, sociólogo, filósofo, comentarista político e fotógrafo francês. Sua obra é frequentemente associada com o pós-modernismo e o pós-estruturalismo.
Jean Baudrillard nasceu em uma familia de camponeses em Reims, no norte da França, no dia 29 de Julho de 1929. Ele foi o primeiro de sua familia a frequentar a faculdade quando descidiu ingressar para a Universidade de Sorbonne em Paris. Lá ele estudou alemão, o que, no período de 1958 até 1966, lhe possibilitou a lecionar aulas da língua alemã em um colégio da província. Durante este período, Baudrillard começou a publica resenhas de literatura, além de traduzir trabalhos de diversos autores, como Peter Weiss, Bertolt Brecht e Wilhelm Muhlmann.
Em seus ultimos meses como professor de alemão, Baudrillard começou a ingressar para o ramo da Sociologia, eventualmente concluindo sua tese de doutorado "Le Système des objets" (O Sistema dos Objetos) sobre a orientação de Henri Lefebvre. Consequentemente, ele começou a lecionar sobre este assunto na Université de Paris-X Nanterre, na época uma instituição politicamente radical, a qual estaria profundamente envolvida nos acontecimentos de Maio de 1968. Em Nanterre, ele conquistou a posição de Maître Assistant (Professor Assistente), e logo Maître de Conférences (Professor Associado), eventualmente se tornou um professor depois de completar a sua habilitação, entitulada "L'Autre par luimême" (O Outro, por ele mesmo).
Em 1986, ele se transferiu para o IRIS ("Institut de Recherche et d'Information Socio-Économique") da Université de Paris-IX Dauphine, onde ele passou a maior parte de sua carreira como professor. Durante este tempo, ele começou a deixar a Sociologia como uma disciplina (particularmente em sua forma "clássica") e, posteriormente, também parou de lecionar em período integral, no entanto ele se manteve ligado ao mundo acadêmico. Durante 1980 e 1990 seus livros começaram a ganhar uma larga audiência, e em seus ultimos anos ele seu tornou uma celebridade intelectual, sendo publicado frequentemente em diversas publicações em francês e inglês. Ainda assim, ele continuou apoiando o Institut de Recherche sur l'Innovation Sociale no Centre National de la Recherche Scientifique e era Sátrapa no Collège de Pataphysique. Ele também colaborou com o canadense periódico de filosofia Ctheory, onde ele era abundantemente citado. Ele morreu de tifóide em 06 de Março de 2007, aos 77 anos.
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Jean Baudrillard (29 de Julho de 1929 - 06 de Março de 2007) foi um teórico cultural, sociólogo, filósofo, comentarista político e fotógrafo francês. Sua obra é frequentemente associada com o pós-modernismo e o pós-estruturalismo.
Jean Baudrillard nasceu em uma familia de camponeses em Reims, no norte da França, no dia 29 de Julho de 1929. Ele foi o primeiro de sua familia a frequentar a faculdade quando descidiu ingressar para a Universidade de Sorbonne em Paris. Lá ele estudou alemão, o que, no período de 1958 até 1966, lhe possibilitou a lecionar aulas da língua alemã em um colégio da província. Durante este período, Baudrillard começou a publica resenhas de literatura, além de traduzir trabalhos de diversos autores, como Peter Weiss, Bertolt Brecht e Wilhelm Muhlmann.
Em seus ultimos meses como professor de alemão, Baudrillard começou a ingressar para o ramo da Sociologia, eventualmente concluindo sua tese de doutorado "Le Système des objets" (O Sistema dos Objetos) sobre a orientação de Henri Lefebvre. Consequentemente, ele começou a lecionar sobre este assunto na Université de Paris-X Nanterre, na época uma instituição politicamente radical, a qual estaria profundamente envolvida nos acontecimentos de Maio de 1968. Em Nanterre, ele conquistou a posição de Maître Assistant (Professor Assistente), e logo Maître de Conférences (Professor Associado), eventualmente se tornou um professor depois de completar a sua habilitação, entitulada "L'Autre par luimême" (O Outro, por ele mesmo).
Em 1986, ele se transferiu para o IRIS ("Institut de Recherche et d'Information Socio-Économique") da Université de Paris-IX Dauphine, onde ele passou a maior parte de sua carreira como professor. Durante este tempo, ele começou a deixar a Sociologia como uma disciplina (particularmente em sua forma "clássica") e, posteriormente, também parou de lecionar em período integral, no entanto ele se manteve ligado ao mundo acadêmico. Durante 1980 e 1990 seus livros começaram a ganhar uma larga audiência, e em seus ultimos anos ele seu tornou uma celebridade intelectual, sendo publicado frequentemente em diversas publicações em francês e inglês. Ainda assim, ele continuou apoiando o Institut de Recherche sur l'Innovation Sociale no Centre National de la Recherche Scientifique e era Sátrapa no Collège de Pataphysique. Ele também colaborou com o canadense periódico de filosofia Ctheory, onde ele era abundantemente citado. Ele morreu de tifóide em 06 de Março de 2007, aos 77 anos.
Enfim, Jean Baudrillard!
Há muito tempo que eu pensava em escrever uma série de artigos à respeito da obra do filósofo e sociólogo francês Jean Baudrillard. Maior expoente da filosofia contemporânea, Baudrillard foi um observador perspicaz e crítico ferrenho de nossa sociedade, construída através de modelos de simulação (os chamados simulacros). Principal desenvolvedor de conceitos como hiper-realidade e transpolítica. Sua obra é frequentemente associada com a corrente denominada pós-modernismo e pós-estruturalismo.
Este pensador influenciou toda a minha visão à respeito do mundo. Contemporâneo (faleceu em 2007), Baudrillard estava sempre antenado aos ultimos acontecimentos. Desmascarava todas as farsas expostas pela mídia e adequava estes fatos para o seu sistema filosófico. Sangue francês, alma alemã, Baudrillard se envolveu em grande polêmica ao publicar um texto chamado "Esquecendo Foucault", principal nome da filosofia pop contemporânea francesa. FOrtemente influenciado por pensadores alemãos, como Karl Marx, Friedrich Nietzche, Sigmund Freud e Adorno, entre outros, Baudrillard desenvolveu uma linha de pensamento que condiz perfeitamente com os dias atuais, onde observamos, cada vez com mais ênfase, uma sociedade baseada em modelos de consumo e escravizada pelos pelos sedutores objetos.Este projeto é uma realização pessoal. Através da análise dos textos, pretendo vislumbrar novas possibilidades, direcionar um outro olhar para a obra, indagar o filósofo, ampliar horizontes e reconstruir os problemas que foram pensados por Baudrillard, e, posteriormente, me distanciar do autor para construir os meus próprios conceitos baseados em minha visão. Pois eu acredito na hiper-realidade, acredito em sistemas baseados em simulacros, e me sinto perturbado quando, enfim, parece que tudo o que eu vejo é falso.
Sei que Jean Baudrillard jamais aceitaria que ele fosse discutido através da internet, que é uma espécie de necessidade produzida, não uma evolução, ao contrário, uma tentativa de substituir fatalmente tudo o que ainda resta de real, porém eu me sinto tentado em levar o seu pensamento adiante e para o maior número de pessoas possíveis.
Enfim, hoje se inicia a minha investigação filosófica e análise das obras de Jean Baudrillard.
Prepare-se para enxergar para além de sua visão!
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