sexta-feira, 3 de abril de 2009
Preciso Saber
Quando foge do fogo que te alimenta...
Preciso saber se ainda me ama
Mesmo que ainda não me beijaste...
Preciso saber se ainda me deseja
Como antes, quando de amor me chamaste...
Preciso saber se o seu coração vaga
Como o meu quando te procura em vão...
Preciso saber se está feliz com o veredito
E se ainda acha tudo isto a melhor solução...
Preciso saber se ainda derrama uma lágrima por mim
Enquanto eu aqui sozinho derramo o oceano por ti...
Preciso saber se está arrependida
Onde na alma me fez a chacina...
Preciso saber se ainda me quer ao teu lado
Ou se quer fazer apenas mais um escravo...
Preciso saber se quer experimentar o meu amor de verdade
OU se quer viver imaginando no que poderia ter rolado...
Eu preciso saber...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
O Hiperconsumo e a Pobreza Global
A camada mundial que vive em condização de extrema miséria é um fato. São milhares de pessoas que dormem em locais inapropriados e que acordam sem ter o que comer. Pior é que esta faixa não tem nenhuma expectativa de melhora em sua qualidade de vida. Pessoas morrem de frio e de fome. Enfim, o cenário é apocaliptico e cruel. Mas isto não deve ser nenhuma novidade para você, não é mesmo?
Sendo assim a questão é: como podemos nos manter indifirentes, côncios que estes fatos são verdadeiros? Como podemos elaborar piadas com a casta mais marginal existente na face da Terra? Como pode um cachorro ter um tratamento infinitamente superior à de um homem, enquanto pessoas vivem como animais na selva?
Quando passamos a analisar as questões, podemos entender que convivemos bem com isto justamente por parecer que esta “realidade” está bem distante da nossa. É como se fosse um filme a qual conhecemos a história, nos emocionamos, debatemos a respeito da mensagem, porém não faz parte do nosso dia-a-dia. Alguns, covardemente, se isentam de culpa ao pensar que não podem fazer nada, pois não são responsável pelo mundo como ele é. Desta maneira, condenar o governo ou fatores externos representa um alívio na consciência destas pessoas.
De fato, isto acontece justamente porque abandonamos a vida social para mergulhamos definitivamente numa vida individualista, egoísta e egocêntrica. Desta forma cada ser no universo cria uma realidade única para si, onde há somente uma história onde este ser é o único protagonista e todo o resto são meros coadjuvantes. Não mais compartilhamos uma única realidade. Agora temos milhares e milhares de realidades presentes num conjunto a qual eu chamo de hiper-realidade.
Hiper-realidade não significa realidades falsas, porém infinitas realidades verdadeiras, de tal modo que se perde o referêncial de um real a qual todos os seres compartilham. Deste modo, simplesmente não conseguimos mais nos sensibilizar o suficiente com as pessoas que vivem em situações de miséria, justamente porque estes vivem em uma outra realidade, num outro universo.
A hiper-realidade surje paralelamente com o hiperconsumo, cuja máquina, geradora de padrões de comportamento e conforto, irá utilizar como artefato de conquista de poder e controle. Desta forma surgem centenas de objetos que irão atuar diretamente em nossa raiz animal e irá nos tornar seres pacatos, condicionados, distantes e aparentemente felizes.
Hiperconsumo é aquele consumo brutal que não tem razão de ser. A sua existência se deve apenas pela fome que as pessoas tem em consumir. Esta fome é gerada pela imagem que atua diretamente em nosso espírito, ou seja, através das propagandas vinculadas pelas mídias de massa. Vivemos em um mundo onde imagem é tudo. Contemplamos tudo aquilo que é belo aos nossos olhos. Definitivamente a máquina trabalha para embelezar os objetos de consumo, de modo que eles se tornam tão sedutores, que desejamos tê-lo a qualquer custo.
Além disto, esteticamente ele vem ficando cada vez mais bonito. Como dito anteriormente, imagem é tudo, portanto o objeto se torna sedutor e as pessoas se apaixonam por ele. Não há mais limites para o ser, a não ser adquirir o objeto de desejo do momento, mesmo que tenhámos um que seja equivalente em funcionalidades.
É atuando na área do prazer que estes objetos faz com que criemos focos de atenção específicos para a nossa realidade e deixemos de lado o que é importante para o mundo. Todo este hiperconsumo representa o alívio do ser quanto aos problemas de origem social.
Recentemente o IBGE divulgou o resultado do último censo, onde observamos que 90% das famílias no Brasil ganham menos de R$ 3000,00 por mês – isto num país onde um aparelho como o IPhone custa R$ 2000,00 e onde um carro popular, sem vidro elétrico, nem trava, nem direção hidráulica e nem ar-condicionado, custa em torno de R$ 30000,00 (sendo que ano após ano recorde de vendas são registrados).
Isto só faz a pobreza aumentar no mundo, visto que desejosos pelos objetos de prazer, as pessoas se entorpecem de dívidas por todo o canto e fatalmente cairão em desgraça em algum momento de sua vida. Pois a emoção não raciocina sobre o que acontecerá lá na frente. O importante é saciar a fome insaciável de consumo que toma conta dentro de nós.
Enquanto isto, movimentos como o MST e trabalhos de ONGs são ignorados por praticamente todos os cidadãos. Escandalos de corrupção entre os parlamentares e a justiça são flagados todos os dias. Pessoas morrem de fome no continente africano e em outros paises de terceiro mundo que se desenvolvem com base na exploração da classe mais miserável. Onde homens e mulheres trabalham em canaviais até 14 horas por dias para ganhar um mísero salário.
sábado, 6 de setembro de 2008
Disque 0800-Teletrauma
Não há muito tempo, consegui falar com uma garota muito simpática na Telefônica - empresa que monopoliza a telefonia em São Paulo. Pensei comigo "Consegui falar com um ser humano, agora as coisas devem ser mais fáceis". Ledo engano. Era como se eu tivesse falando com um robô. Discursos rigorosamente decorados, de modo que são pronunciados sem ao menos serem compreendidos. É como passar a marcha do carro: você faz sem consciência do que está fazendo.
Esta relação gélida entre o consumidor e a empresa gera uma série de gafes. Primeiro, antes de falar com a tele-operadora, a URA me pede para digitar o número de minha linha telefônica. Nunca entendi muito bem porque preciso fazer isto, já que a primeira coisa que a atendente me pergunta é justamente o número do meu telefone (com DDD, é claro). Mas paciência, o serviço que preciso desta empresa é simples: só preciso alterar a modalidade da minha internet. Deve ser coisa de, no máximo, 5 minutos.
Mais uma vez estava enganado. A ligação durou - pasmem! - 52 minutos. Longos e dolorosos momentos onde o ponteiro mais fino do relógio giraram 52 vezes. Pior, o meu problema não foi resolvido. Depois de ouvir, aproximadamente, 25 vezes a pobre atendente me dizer "só mais um instante" e depois de ser colocado no MUTE mais uma dezena de vezes, ela simplesmente disse que o sistema estava fora e ela não conseguia efetuar nenhuma operação. Pediu meu telefone e disse que entraria em contato até o final do dia.
Até agora não recebi nenhuma ligação. Durante todo este tempo que eu fiquei calado ao telefone, aguardando a finalização de minha solicitação - o que não ocorreu - ouvi uma série de barbáries por parte dos funcionários desta empresa que atende a Telefônica (provavelmente a Atento, que é do mesmo grupo). Acho que eles não sabiam que eu estava ouvindo tudo - o barulho era ensurdecedor, como um pátio de escola nos momentos de recreio. Ouvi desde outros atendimentos, até conversas paralelas entre eles.
Os próprios monitores da empresa gritavam "Gente, qualquer Speedy de 4Mb é R$ 7,90 a partir de agora, não esqueçam, R$ 7,90!". Chegava a doer os meus ouvidos. De repente uma festa "Vendi um Detecta!" - algazarra para todo o lado. Esta vibração eu até acho interessante para estimular um ambiente tão estressante. O que mais me deixou surpreso foram papos como "Veja aqui, fulana, na minha tela! A Telefônica cobrou 150 minutos a mais desta mulher sem ela contratar nada!" "Ela não adquiriu outro produto?" "Não, não tem nada! Que absurdo!"... Em outra conversa que fisguei enquanto estava na espera "Hoje eu estou mais ociosa que ontem, porém o que está caindo de ligação com contas erradas é brincadeira".
Aterrorisante, não? Além de me sentir humilhado por ficar em silêncio na linha aguardando por uma resposta (e não culpo a atendente que é vítima deste sistema robotizado de tele-operadores que as empresas insistem em vincular como principal canal de contato com eles), ouvindo consecultivos "só mais um instante", fiquei assustado, se não traumatizado, como estas empresas simplesmente fazem o que querem com os seus clientes.
Teve até mesmo uma ocasião que escutei "Você ainda está com este cliente na linha?" "Sim" "Então hoje é você quem vai levar o prêmio Abacaxi!" Mas quem será que levará o prêmio Abacaxi de amanhã? Qual será o próximo a ter uma experiência tão traumática como eu tive? Até gostaria de ligar na Telefônica novamente, visto que ninguém entrou em contato até agora, porém como enfrentar este medo que eu estou do telefone? E quem irá me curar dos meus recentes pesadelos com as URAs, onde me vejo dentro do telefone e perdido num labirinto escuro e sem saída?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
O Vegetarianismo Contra o Hiperconsumo
Como já disse mais de uma vez neste blog, tenho consciência de que certas atitudes ambientais são uma maneira de resgatar uma forma social de educação que se perdeu em algum momento desde o início da era do hiperconsumo. Enquanto a maioria dos ambientalistas defendem estes movimentos como uma maneira de salvar a natureza - o que é verdadeiro - eu faço propaganda a favor destas ações para combater o exagero, o desperdício, o consumo extra-essencial e, consequentemente, a máquina. Foi assim quando eu resolvi escrever uma série de artigos contra o uso de sacolinhas de plástico e a favor da utilização de sacolas retornáveis: antes de ser uma questão meramente ecológica, é uma questão de bom-senso contra um consumo sem sentido e nem razão de ser, afinal, porque todas as vezes que você volta de um supermercado para casa você precisa trazer mais 50 sacolas contigo? Aproveite as que você tem em casa!Enfim, desta vez chegou a hora de eu escrever de uma outra ferramenta para combater o hiperconsumo: o vegetarianismo. Neste post, pertencente a um parceiro na luta contra o pensamento fabricado, você encontra diversas informações interessantes sobre o vegetarianismo como uma arma para mudar o mundo.
O vegetarianismo cada vez mais parece estar na moda. A grande razão para a adoção desta cultura, que já vem de longa data e dos mais diversos grupos (desde religiosos ortodoxos até anarquistas), é o discurso de uma alimentação mais saudável, uma maneira de protestar contra o abuso contra animais - principalmente os bovinos - e contribuir com um mundo mais sustentável.
Porém, o vegetarianismo, ao meu ver, tem uma importância grandiosa na batalha contra um consumo desenfreado, tão característico em nossa época. Quem é vegetariano come menos, gasta menos e vive melhor, justamente porque não é adepto do exagero. A carne, principalmente a vermelha, atua diretamente em seu cérebro numa área responsável pelo prazer. Ou seja, é muito prazeroso comer carne vermelha. Não há como negar que o sabor é delicioso e que resistir a uma boa churrascaria é missão para poucos.
Sabendo disto, a máquina entra em ação: a carne se torna um alimento sacro. Desta forma condiciona toda uma célula - principalmente no Brasil, que é um país de cultura agropecuária - a consumir carne no seu dia-a-dia. Antes o que era conhecido como arroz-com-feijão agora é conhecido como arroz-com-feijão-e-carne - este sim é um típico prato brasileiro. A carne entrou num processo de hiperconsumo, basta visitar a geladeira de qualquer família em nosso país. Não há mais como viver sem o consumo de carne. Não ter carne nas panelas é visto como um sinal de quê "alguma coisa está faltando", ou de miséria (e este sentimento está enraizado dentro de nós). É o artifício da hiper-realidade: algo está para além do que realmente é, pois desde quando a falta de carne numa residência ou num prato quer dizer alguma coisa?
Com a massa sobre controle, a máquina faz uma jogada de mestre: no preço destes alimentos "essenciais" há uma hipervalorização e todos pagam sem consciência por ela. É comum reclamarmos que um quilo de carne está custando absurdos e ainda assim continuarmos comprando como se não houvesse outras alternativas para alimentação. Neste contexto, estamos escravizados pela máquina. É a perca de identidade do homem com o real. Ele não caminha livremente, mas é guiado por entre veredas obscuras.
O vegetarianismo é a alternativa para escapar deste condicionamento alimentar. Talvez não seja necessário interromper abruptamente a sua dieta, porém reduzir o consumo já é um grande golpe contra o hiperconsumo: além de gastar menos, você estará num processo de reeducação que lhe ajudará nas questões de saúde. O que não dá é para ficar participando de churrascadas sem fim. O churrasco NUNCA deverá ser o atrativo para reunir amigos e famílias, pois sendo a maior parte das pessoas condicionadas, elas irão apenas para comer, sem se importar com a ocasião. Neste caso, é melhor que estas pessoas nem mesmo apareçam.
O grande problema é que a máquina, com toda a sua sabedoria, entendeu que o público vegetariano é um público em ascensão. Neste contexto, ela precisa aumentar o preço da carne (para não perder o seu capital de giro neste segmento) e, como se não pudesse ter coisa pior, aumenta o preço dos vegetais, que é a alternativa de consumo proposta pela célula que combate o excesso a favor da natureza. Ou seja, os vegetais (que ainda assim estão com preços mais acessíveis do que a carne) estão subindo de valor devido a oferta e procura, como estratégia de controle da máquina. Quando um pequeno grupo conseguiu romper com as grades a qual fomos todos condenados, eis que a máquina aparece e trancafia todos os fugitivos em uma outra cela.
Mas por mais que a coisa toda pareça muito ruim, desta desgraça pode surgir algo de bom. Escreverei sobre isto num post que publicarei muito em breve.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
O Objeto Dominador: Cenas de Hiperconsumo
Você Só Pensa em Grana
Raimundo Fagner - 2002
Você só pensa em grana meu amor
Você só quer saber
Quanto custou a minha roupa
Custou a minha roupa
Você só quer saber quando que eu vou
Trocar meu carro novo
Por um novo carro novo
Um novo carro novo meu amor
Você rasga os poemas que eu te dou
Mas nunca vi você rasgar dinheiro
Você vai me jurar eterno amor
Se um dia eu comprar o mundo inteiro
Quando eu nasci um anjo só baixou
Falou que eu seria um executivo
E desde então eu vivo com meu banjo
Executando os rocks do meu livro
Pisando em falso com meus panos quentes
Enquanto você ri no seu conforto
Enquanto você me fala entre dentes
Poeta bom meu bem poeta morto.
Esta canção retrata com muita propriedade uma sociedade do consumo sobre influência da máquina. Temos, em primeiro lugar, o objeto como referência de felicidade, status e bem-estar. O objeto é colocado na frente do próprio homem, que se sujeita as condições do objeto.
Na relação entre sujeito (aquele que conhece) e objeto (aquele que é conhecido) percebemos uma influência direta no comportamento que exercem cada uma das partes, porém em nossa sociedade contemporânea o que podemos observar é um novo modelo onde o sujeito se transforma, num processo de corrupção, devido à influência do objeto. Desta vez temos o objeto no controle nas relações de poder.
Na música temos a humanidade trocada pelo conforto que os objetos proporcionam. Neste caso, temos o dinheiro acima de qualquer coisa, como única meta e com singular relevância. O quanto uma pessoa pode lhe amar pode ser medido através da quantidade de riquezas adquiridas. Logo, quanto mais dinheiro e mais novo o seu carro, mais você é amado.
O intelecto e a sensibilidade são artefatos desprovidos de significação na sociedade do consumo, justamente porque estes atributos não têm vez entre pessoas que enxergam no dinheiro o remédio para a cura de todos os males. Pois, como finaliza, a música "poeta bom é poeta morto".
sexta-feira, 20 de junho de 2008
A Paixão Segundo o Hiperconsumo
Ou seja, somos as melhores pessoas, somos os melhores pais, somos os melhores filhos e ainda assim o universo não vai bem de saúde.
Esta competição é produto da própria máquina. É interessante porque sempre haverá alguém a sua frente e se faz necessário alcançá-lo. Os espólios da máquina são os objetos: eles são o termômetro e definem o ranking do melhor homem. O melhor carro, o melhor relógio, a melhor casa, a melhor televisão, e, assustadoramente, a melhor família. A família já se transformou em um objeto assim como o telefone celular. Não é anormal uma mãe, exibindo-se, afirmar que seu filho ingressou numa faculdade estadual, como se o mérito fosse dela. Nesta situação, o seu filho também é um objeto.
Também exibimos o nosso MP3 Player de ultima geração como uma maneira de chamar a atenção. Temos o iPhone e o iPod com designs exuberantes como objetos de conquista para enfeitar o próprio homem. Não preciso nem falar sobre o consumo de carros.
Perceba que tudo está ligado a imagem. O que vale, para os humandróides, é aquilo que é exposto, que pode ser visto pelos outros, e que é motivo de admiração por outros humandróides. É o tal do status.
Aí reside o hiperconsumo. Podemos dizer que hiperconsumo é todo o consumo realizado para além da necessidade aliado ao consumo repetido de um mesmo objeto com características diferentes. Também podemos acrescentar o consumo de um hiper-objeto, como a aquisição de valores astronômicos de um objeto de coleção, como um figurinha rara ou as meias usadas de um jogador de futebol.
Na abstração da definição, podemos utilizar o telefone celular. Embora ele não seja uma necessidade essencial, a simples aquisição não configura hiperconsumo justamente por se tratar de um novo apetrecho. A aquisição de um celular é somente o efeito de uma sociedade do consumo controlada pela máquina, visto que o celular é uma "necessidade" criada simplesmente para vender como um bem necessário.
No hiperconsumo, há a troca de um objeto pelo mesmo objeto, num círculo infinito, onde em cada troca obrigatoriamente, devemos, dispor de mais dinheiro para readquirir o mesmo objeto. O exemplo do celular é excelente: a cada ano pessoas que já possuem um telefone celular compram outro justamente porque é mais novo. Para isto, a máquina trabalha o conceito marxista de mais-valia. Agregam novas funções, o produto é mais valorizado e a propaganda trabalha para passar a sensação de bem-estar e conforto após a aquisição.
A possibilidade de bem-estar e conforto é simulada. Só é possível devido à hiper-realidade: criam-se holofotes que fazem com que a vida passe despercebida. Assim é possível vislumbrar acontecimentos como o aumento da carga tributário, escândalos no senado, casos de corrupção e extrema violência, e ainda assim, se sentir confortado pelos objetos que um humandróide adquiriu. Pois dentre seu leque de consumo, existem os objetos que transmitem segurança, como os apartamentos, a televisão e carros grandes (quando não blindados). Criamos uma realidade que parece distinta das outras realidades que "sempre ouvimos falar".
Devido a covardia dominante no ser humano, que se policia de suas conquistas para exercer influência nas relações de poder, existe uma pré-disposição em se manter na defensiva ao invés de atacar. Por isto vale mais a pena se manter distraído, apegado ao conforto e bem-estar, ainda que simulado, do que lutar por uma sociedade mais justas e por direitos de igualdade. Nesta visão, vale destacar que o hiperconsumo serve para adquirir espécies de "armas" de proteção psicológica, de modo que o que vale é a hiper-realidade criada para si, que substitui integralmente a realidade anterior, que na prática é a mesma para todos os seres. É mais cômodo fugir da responsabilidade da mudança, assim como culpar fatores externos - como o próprio termo indica, algo que está para além de seu próprio mundo - no que cerne à eventuais acontecimentos orientados para o mal.
Para concluir este post, o hiperconsumo é uma propriedade, um atributo, da máquina, principal arquiteta do mundo como vivemos hoje. Metaforicamente, a máquina é como o deus-dinheiro, seu filho divino é o hiperconsumo, assim como a hiper-realidade se encaixa como espiríto santo. Os três são um e nenhum existe sem o outro.
domingo, 23 de março de 2008
Ruptura ou Evolução? Tendências e visões
Não irei entrar em questões referentes à benefícios, regulamentação do espaço aéreo, e afins. O que pretendo discorrer é somente algo sobre a qual o meu amigo Eduardo Patriota comentou no post "Simplesmente Vulgar" e a extensão deste comentário que ele publicou em seu próprio Blog.
Estaríamos em um processo de evolução ou ruptura? Será que todos estes acontecimentos, como liberdade sexual, assassinatos sem justificativas convincentes, enfim, esta libertação animal não seria parte do processo natural de evolução? Ou ainda, será que as coisas nem mudaram tanto assim, apenas alteramos o pano de fundo e descobrimos como arrebentar as correntes que nos prendiam dentro de nós?
E esta coisa que em toda a história as pessoas afirmam que "quando eram mais jovens, viviam em melhores tempos", não cairia na chamada "Regressão Infinita de Justificativas"? Será que isto indica que o mundo está piorando ano após ano, desde que temos conhecimento de sua existência, ou seria uma característica humana reclamar sempre do seu atual estado?
E o que o carro que voa tem a ver com tudo isto?
Para começar esta discussão é válido afirmar que todas as partes estão certas e erradas simultaneamente. Certas coisas evoluem, certas coisas continuam a mesma e certas coisas pioram a medida que o tempo passa, e muitas destas coisas incorporam todas estas características de uma só vez. Por exemplo, a internet: é inegável os benefícios trazidos por ela, afinal este blog não atingiria tantas pessoas se ela não existisse. É possível que estas idéias morressem comigo. Além disto a internet permite uma comunicação global e acesso a uma vasta documentação disponível no mundo inteiro. Entretanto, também há grandes malefícios: as pessoas estão cada vez mais sozinhas, egoístas e vivem cada vez mais individualmente, isto porque muitas preferem viver uma vida cibernética: lá eles são conhecidos e se fazem ouvir. Só que uma pessoa egoísta geralmente pensa somente nela mesma e ignora os problemas do mundo externo. Os homens também se tornam mais preguiçosos, mais conformados e, devido ao excesso de informações para se conhecer, tem menos tempo para se socializar.
Enfim, não há dúvidas que o homem tecnologicamente evolui, porém, sua participação social e coletiva no mundo cai significativamente. E eu, assim como você, somos produtos de nossa sociedade. Também consumimos. Também somos controlados pela máquina. Somente por sermos brasileiros, sofremos todos os abusos de nosso sistema tributário e escandalos de corrupção no governo. Dependendo da sorte do berço a qual você nasceu, e conseguindo visualizar o mundo da mesma forma que eu vejo, só resta lamentar, assim como eu faço, e vivenciar este sistema, afinal, eu não vejo como não trabalhar, assim como não vejo como produzir somente coisas para mim. Por isto que eu me considero um pessimista, pois muitas vezes não vejo saída por nossas próprias mãos. O que faço, talvez, seja aguardar por uma espécie de herói que tenha condições, ideologia e recursos suficientes para mudar tudo isto.
O fato é que estes não são bons tempos. Se o passado era melhor ou pior será difícil dizer, mas acredito que estávamos realmente evoluindo até que, há cerca de 20 ou 30 anos aproximadamente, entramos em ruptura. Estacionamos de vez. Este negócio de liberação de nosso espírito animal, como a liberdade sexual, não considero como evolução, mas como inversão de valores, afinal reconhecer os limites e ter auto-controle também são virtudes, porém não são mais aceitas nesta nossa sociedade. E nós nem somos tão livres assim, pois estamos condicionados a diversas situações que não podemos simplesmente abandonar. Por exemplo, trabalhar é condição da vida, se você não trabalhar, seja plantando terra ou dentro de uma empresa, irá morrer. E isto é injusto, sendo assim não somos totalmente livres.
Mas, talvez, o processo de comparar o presente com o passado pode ser igualmente injusto. Vamos tentar fazer diferente e observar como as pessoas do passado imaginavam o nosso presente. Todas as visões são apocalípticas e anunciam uma espécie de fim dos tempos.
Na literatura podemos pegar o "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, a ficção de Philip K. Dick ou do escritor Isaac Asimov. Também tem o "1984" de George Orwell. No cinema, temos o clássico "Metrópolis", "Tempos Modernos" de Charles Chaplin e "Vanilla Sky". Também tem o desenho japônes "Akira" e recentemente um outro muito profético chamado "Ergo Proxy". Todos imaginavam a nossa época de uma forma muito pessimista, onde a tecnologia controlaria o homem e cada vez menos teríamos tempo para viver. Nestas obras somos seduzidos por uma aparência de evolução: grandes edifícios, carros que voam (!!!), telefones móveis (!!!), grandes centros de compras (shopping centers?) e trabalham muito. As pessoas, geralmente, vivem sozinhas, não têm (quando tem) muitos amigos, etc. Somos vigiados constantemente ("BIG BROTHER IS WATCHING YOU"), somos induzidos a pensar igual a todo mundo. Percebemos claramente um processo de mecanização do mundo.
Eles acertaram em muitas coisas, não é mesmo? Então vale a pena prestar atenção nestas profecias. Quase sempre a coisa não acaba muito bem. Sempre surge um visionário que percebe as situações sendo controladas e as pessoas prisioneiras de um sistema que inibe e padronize os pensamentos. E, a população em geral, não percebe que alguma coisa está errada em nenhum momento.
Quando eu comparo o nosso presente com estas obras, sinto calafros na pele. Confesso que tenho medo e não consigo deixar de pensar que estas coisas não fazem parte do nosso processo natural de evolução (talvez somente o processo artificial de evolução).
Acredito para nos conhecermos de verdade, precisamos de alguém que nos livre desta prisão a qual vivemos. Somente assim a vida será possível. Então só conhecemos aquilo que querem nos faze acreditar como verdade. Um mundo de simulações e uma segunda pele sobre a realidade. Hiper-realidade. Podemos dizer que somos como "The Sims" e não conhecemos os jogadores.
Então, você já fez a reserva do seu automóvel voador?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Como golpear a máquina
Esbocei, neste blog, diversos conceitos como hiper-realidade, hiper-consumo e multi-universo, para demonstrar que diversas dimensões e realidades diferentes podem coexistir num único espaço.
Através da fenomenologia, entendemos que algo só passa a existir a partir de nossa própria percepção. Assim, quando você questiona "Quem é o Evandro?", a resposta não se limita a apenas uma. Afinal, eu não sou um, eu sou vários. A quantidade das possíveis respostas para a pergunta "Quem é o Evandro?" será a quantidade de pessoas que me conhecem ou que tenha alguma percepção em relação a mim. Se você perguntar para os meus colegas de trabalho eles responderão: "Ele é um excelente profissional". Quando a mesma pergunta é dirigida aos meus colegas de universidade eles lhe dirão: "Um ótimo aluno". Já a minha família dirá: "Um bom filho". Para as pessoas que passam diariamente por mim sem ao menos trocar uma palavra: "É mais um convencido". Para os que me conhecem mais de perto: "Um cara inteligente". E assim a cadeia prossegue infinitamente, sendo que cada qual tem uma percepção única na hora de vislumbrar o meu ser.
Muitos poderão raciocinar "Para saber quem é o Evandro, basta perguntar a ele" porém a minha opinião representa apenas mais uma percepção em relação a mim, ela não é necessariamente verdadeira e nem necessariamente falsa.
Entendam que isto é uma quebra de padrões. Nada é exato. Nada é único. Com isto podemos enxergar a possibilidade de diversas realidades simultâneas. E fica mais fácil entender o que é apenas realidade aparente. Uma vez que você pode distinguir as realidades aparentes da sua própria realidade você poderá optar por qual caminho deseja trilhar. Provavelmente irá repudiar a realidade aparente e irá se apegar a sua própria, visto que é algo único e só seu, ainda que seja um universo solitário.
Tudo parece muito metafísico, porém basta pegar a própria geometria, uma ciência exata, para entender os conceitos de multi-universo. Por muitos e muitos anos, havia apenas a chamada geometria euclidiana, que propunha cinco axiomas e postulados. Ela é base para tudo o que nos é ensinado no colégio. Ou seja, qualquer teorema que contivesse estes cinco axiomas e postulados era considerado válido e não podia ser questionado. Foi neste modelo que "O Teorema de Pitágoras" e o "Plano Cartesiano" foram construídos.
Somente no século XIX alguns matemáticos negaram o 5º axioma ("Por um ponto, fora de uma reta existe uma única reta paralela à reta dada") e propuseram um novo. Pronto! Foi o suficiente para surgirem diversos novos modelos de geometria: Hiperbólica, Riemanniana, Esférica, etc. Todas elas são totalmente diferentes, porém todas são válidas. Basta que você selecione aquela que atenda melhor a necessidade do problema que está sendo tratado.
Ou seja, não há uma única razão verdadeira, pois são muitas as razões válidas, ainda que para você apenas algumas fazem sentido. Ao aceitar a quebra de padrões estaremos dando um tremendo gancho de direita na máquina. E você está convidado para ser, enfim, livre e viver num universo que é só seu!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
O Sistema das Aparências
É dificil negar a sensação de aparente "liberdade" que a máquina proporciona. Desde a expansão do capitalismo e abolição da escravidão, parece que estamos livres para fazer o que bem entender. Parece, finalmente, que temos a oportunidade de ficarmos ricos e usufruirmos de uma vida de conforto e luxúria.
O dinheiro é a máquina. O sistema capitalista é a máquina. O consumo exagerado é a máquina.
Alguns até conseguem ficar ricos, porém o preço que a maioria paga é muito alto. Ao invés de termos um mundo equilibrado, a corrida pelo dinheiro gera uma concorrência desleal. A balança está muito desnivelada. Só conseguimos suportar porque existe a aparência de que as coisas irão melhorar, o que não é verdade. Nada está evoluindo. Ao contrário, a balança está pendendo cada vez mais para um único lado.
Se houve um dia em que estava assim "-", hoje ela está assim "/" e logo ficará assim "|". E quando este dia chegar, o que irá acontecer? Guerra civil. O instinto animal do homem virá a tona e as massas irão agir sem raciocinar. Afinal ele terá que sobreviver e para isto só restará lutar. É aí que a máquina tende a se engasgar nela mesma. Pois só pensa em reduzir custos, assim como os salários e o número de funcionários nas empresas, enquanto a população aumenta, assim como o preço de qualquer objeto que está a venda.
E será que veremos este dia chegar sem fazer nada? Provavelmente sim, graças ao sistema das aparências. Quando o litro do álcool custava R$ 0,50 todos achavam barato. Depois houve um aumento para R$ 0,80 e assim foi indo até que chegou em R$ 1,20 e todos achavam um absurdo. O preço foi subindo até que ultrapassou R$ 1,50, um nível inaceitável. Então o preço caiu para R$ 1,20 novamente e os humandróides estão todos felizes, afinal temos a sensação de que agora está barato.
É mais ou menos isto que acontece no sistema das aparências. Uma realidade é substítuida por outra e se cria uma hiper-realidade, algo em que vivemos como real, quando a realidade se encontra na camada de baixo, encoberta por acronismos e obscuridade.
Como outro exemplo podemos citar que há pouco tempo atrás uma familia de classe média tinha um renda aproximada de R$ 3000,00 em uma época em que um carro popular 0km custava em torno de R$ 8000,00. Hoje a renda é de aproximadamente R$ 5500,00 e o mesmo carro custa R$ 30000,00. Ou seja a idéia que a renda aumentou é falsa quando comparada proporcionalmente ao aumento do custo de vida, esta idéia de que parece que ganhamos mais é consequência da hiper-realidade que foi criada.
A máquina irá se engasgar por um motivo que cada vez fica mais evidente: o consumo de recursos. Ela consome e desgasta todo o tipo de recurso vivo, seja em âmbito ambiental, animal ou humano. Com todos os recursos consumidos a máquina irá explodir, mas pode ser que os danos sejam irrersíveis e a vida nunca mais seja a mesma. Primeiro que os seres humanos serão dizimados por fome e doenças, assim restarão poucos para se organizarem. Segundo que sem os recursos naturais, dificilmente teremos alguma qualidade e espectativa de uma vida normal.
Mas, como sabemos, a máquina começa a ficar preocupada com isto. Ela sabe que pode estar cometendo suicídio. Por isto mesmo, invade nossas casas e diz: "Você é o culpado por isto! Se virá ou as coisas ficarão piores para vocês!". Outras vezes ela, quando há oportunidade de lucrar, ela cria uma nova realidade: assume a culpa e convida pessoas para perdoá-la fazendo desta forma - e desculpem o linguajar que irei utilizar: se antes um pé-de-alface cultivado com bosta custava R$ 0,30, passaram a vender um pé-de-alface com agrotóxicos a R$ 0,70: o pretexto é simples - agora vocês poderão comprar verduras mais bonitas, que duram mais, mais saborosas e não infectadas por vermes e bactérias e, claro, estes remédios têm um preço. Só que agora a máquina vestiu a camisa "Salvem a natureza, seus merdas, quem mandou vocês a destruirem?" e lançou a campanha "alimento orgânico". O pé-de-alface orgânico, ou seja, cultivado com bosta, custa R$ 1,30.
Assim todos salvamos a natureza e a máquina fica mais gorda. Todos felizes?
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
O Natal está morto?
Bem sabemos que algumas das excelentes refeições que a maquina faz são as datas comemorativas. No cardápio temos: dia dos pais, dia das mães, dia das crianças, dia dos namorados e dia da secretária. Como aperitivo temos: dia da professora, aniversários e dias santos. Mas nada supera o suculento 25 de Dezembro, data conhecida como Natal! Nele presenteamos pela 3º vez o nosso ente querido! E também nos presenteamos! Ganhamos presentes!
E nos tornamos ainda mais mansos.
Pessoas morrem no trânsito, nos envolvemos em acidentes, matamos, morremos e brindamos com champagne e vinho! Não há necessidade de explicar o quanto a maquina é responsável por todo este caos comemorativo disfarçado de festa, alegria e união.
O Natal não está morto. Prova que ele está cada vez mais vivo: 2561 acidentes, 1870 feridos e 196 mortos nas estradas federais. Novo recorde estabelecido (este é o dado mais evidente, não fui atrás de outras formas de violência, mas não tenho dúvidas que o número foi mais alto do que em dias normais).
Natal: nascimento de Jesus > período onde a máquina fica mais rica e os humandróides mais pobres > período onde se morre mais.
Janeiro está aí! Nem começou o ano e já temos dividas para o ano inteiro! Afinal, a máquina não come tudo de uma vez: ela comerá tudo em 12 vezes sem juros! E se alguém não pagar, o que irá acontecer? A máquina devorará o próprio humandróide, pois não restará nem fragmentos de sua dignidade e ele será excluído do mundo, esquecido em miséria.
Saudade dos Garotos Podres e seus gritos de protestos e indignação.
Registrado.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Guerra !
Não acredito, em hipótese alguma, que a máquina pode ser parada. Vemos, em tão pouco tempo, um condicionamento de idéias nestes humandróides que acaba por não permitir que eles sejam livres para pensar. Vemos simulação de verdade, simulação de moral, simulação de ética e simulação de felicidade, porém não vemos a verdade, a moral, a ética e a felicidade. A máquina criou o sistema perfeito, que se alimenta de potencial humano e defeca papel em nossos bolsos, que embora cheire à merda, simula o odor de óleo de sândalo e almíscar.
E esta é a máquina funcionando a todo o vapor, sem que nada interrompa os seus objetivos.
Esta visão se apresenta como pessimista e não vê diretamente uma saída para os fatos, ao menos não a curto prazo. Conscientizar é querer se rivalizar com a máquina, sendo que ela é onipotente, onisciente e onipresente. Porém acredito em alguns caminhos para distorcer esta dimensão e apresentar alguma coisa de real para as pessoas.
A primeira solução é egoísta e individualista, porém eficaz e pode ser implementada em pouco tempo, trazendo retorno quase que de imediato: fugindo da máquina. Nada impede que você fuja desta loucura, se isole num campo e viva para si, acordando quando quiser, plantando e trocando o que se deseja comer, indo dormir quando bem entender, pensando e planejando para si mesmo. Enfim, quebrando todas as regras do jogo vivendo de modo simplista e profundo. Esta é uma boa e recomendável saída para quem não aguenta mais toda esta loucura.
A segunda solução é coletiva, perigosa, não há certeza quanto a sua eficácia, estabelece mudanças somente a longo prazo, porém é gratificante e recompensador lutar por esta causa: é combatendo a máquina. A máquina é uma prostituta sedutora, ela sabe todos os macetes para encantar as pessoas e é uma luta difícil, árdua e sangrenta. Esta é a luta contra a simulação, a luta contra as aparências, a luta contra aquilo que representa a verdade. E como as pessoas vêem esta verdade como algo real, é difícil abrir os olhos de quem não consegue enxergar.
Porém, lutar contra a máquina é fazer não somente uma revolução, mas a revolução. É libertar as pessoas das correntes que a preendem a esta dimensão. É a trazer a dimensão X como única realidade. É substituir a angústia pela felicidade. E como é que se vence uma guerra? Através de vitórias nas batalhas que estão por vir. Esta batalha é contra a corrupção, contra os impostos, contra a propriedade privada e principalmente contra a transferência de poder do povo para as poucas pessoas que simulam representar os seus interesses.
Esta luta se dá protestando, não aceitando as regras do jogo, punindo os seus legisladores, recusando suas leis, resistindo à forte opressão, derrubando muito sangue e devolvendo ao povo aquilo que é dele: a liberdade e o direito de escolha.
Falaremos, em outra oportunidade, sobre quem é o dono da terra. À quem pertence e por quê? Questionaremos como é possível alguém se dizer dono da terra? Se existe um dono da terra, por quê não podemos nos autoproclamar donos do ar e proibir os donos da terra de respirar ?
Reflitam sobre a revolução que está chegando por que logo ela vai pegar você. E como a história nos ensina, em algum momento sempre haverá guerra para que o mundo seja reordenado e o equilibrio seja restabelecido. E quando este dia chegar você deverá estar preparado para gravar o seu nome na história no episódio que será lembrando como "Apocalipse X" ou "A resistência contra a máquina". Mesmo que máquina não possa ser vencida, podemos abalar a sua estrutura de tal forma que ela se autodestrua, conceito que será explicado em um outro post.
